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Painel indica que El Ninõ pode ser um dos mais intensos desde 1950
Por Amazônida Revista, Rádio e Tv Podcast
Publicado em 06/10/2026 20:39
Meio Ambiente, Agricultura e Agronegócio

Painel indica que El Ninõ pode ser um dos mais intensos desde 1950

Temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do país
Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 02/10/2026 - 18:13
São Paulo
Brasília (DF), 18/06/2026 – EL NIÑO NO OCEANO.
Ilustração Nottus/Divulgação
© Ilustração Nottus/Divulgação
 

O Painel El Niño 2026-2027, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indica em seu boletim nº 4, que há 95% de probabilidade de que o fenômeno alcance intensidade “muito forte” no trimestre outubro-novembro-dezembro, entre a primavera e o verão no Hemisfério Sul. Caso o cenário se confirme, o evento poderá estar entre os mais intensos registrados desde 1950.

De acordo com o documento, o cenário previsto para o próximo trimestre, em razão da intensidade do El Ninõ, é de chuva acima da média no Sul do Brasil, com possibilidade de cheias. O centro-norte do país deverá apresentar condições mais secas e maior risco de incêndio. 

As temperaturas deverão permanecer acima da média em grande parte do território nacional. 

A previsão ainda indica chuvas acima da média em parte do Sudeste e no leste do Nordeste. No Norte e no Nordeste, o cenário de menor ocorrência de chuvas e temperaturas elevadas poderá contribuir para o agravamento das condições de seca e para o aumento do risco de incêndios.

O El Niño é o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. 

No final de setembro, as anomalias de temperatura da superfície do mar superaram 2 °C nas regiões central e leste do Pacífico Equatorial, segundo dados da agência norte-americana CPC/NOAA.

O boletim é produzido pelo Inpe, em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

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